domingo, 10 de julho de 2011

Como as Centenárias Mangueiras de Belém se harmonizam tão bem com a cidade

 As Mangueiras de Belém, um convívio urbano exemplar






A feliz convivência entre mangueiras centenárias, homens, projetos arquitetônicos, companhia elétrica, ruas, prédios comerciais e condomínios, além de carros e autoridades de trânsito em Belém é impressionante, talvez os moradores dessas áreas do centro de Belém, muitos há que não percebem tal harmonia.

O belenense já sente orgulho dessas centenárias mangueiras, mesmo que no período das mangas amasse algum carro, ou quebre um pára-brisas; nunca ouvi falar que uma manga caiu na cabeça de alguém deixando-o ferido ou gravemente machucado. Na safra alimenta os pobres e moradores de rua, mas há os apanhadores de mangas profissionais, usam cordões que ao jogar nas mangueiras, ficam a balançar derrubando as mangas, os donos de carros acham bom isso porque se derruba logo essas mangas.


O emaranhado de fios elétricos, cabos telefônicos e luminárias de postes, não é empecilho para essa boa convivência, a CELPA, a companhia elétrica local se especializou tanto com isso, que junto com a prefeitura planeja muito bem as podas das mangueiras que sobrevivem altaneiras e tornando o centro de Belém com um ar mais fresco e ventilado.


Já aconteceu de uma mangueira dessas cair e amassar carros, mas sempre a natureza dá um ou mais avisos antes. Um carro amassado, o seguro pagará, e mesmo assim, prejuízo particular e único, não é uma justificativa para se acabar com as mangueiras; Belém prova que se pode conviver com elas harmoniosamente.

No começo da safra de mangas, periquitos e curicas (maritacas) invadem a cidade, vem se alimentar nas mangueiras, milhares dessas aves, é um som de selva na cidade.

Essas pedras na Av. Nazará possuem mais de 100 anos



















Chove muito, chove quase todo dia, mas não falta energia, as árvores bem cuidadas desafiam teorias urbanas – mangueiras não são árvores próprias para regiões urbanas. A prática destrona a teoria, pois os túneis de mangueiras desafiam os séculos numa feliz convivência e muitos belenenses dizem: eu sinto orgulho de nossas mangueiras. !!

Eu estive em Belém e fiz essas fotos, eu me fascino com essa convivência harmoniosa, que poucas megalópoles conseguem ter com a natureza, a não ser nos parques, aqui é nas ruas do centro.


Texto de Pedro Paulo (Pedrovida12)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Plebiscito Tapajós e Carajás, Vox Popoli aponta empate técnico.

Vox Populi aponta empate técnico em plebiscito de Carajás e Tapajós


Uma pesquisa encomendada pelo jornal O Liberal, de Belém, ao instituto Vox Populi aponta: só 42% da população ouvida na capital e em outros 58 municípios do interior são contra a redivisão do Pará.

Entre as 1.200 pessoas entrevistadas no período de 18 e 22 de junho, maiores de 16 anos e, portanto, aptas a decidir no plebiscito do dia 11 de dezembro pelo “sim” ou pelo “não” à divisão, 37% se disseram favoráveis à emancipação de Carajás e Tapajós. O percentual de pessoas sem opinião formada ou indecisos ficou em 22%, índice comemorado pelos emancipacionistas.

Neste caso, a luta pelo voto favorável poderia elevar para 59% do eleitorado o voto “sim” à criação das duas novas unidades federativas, tendo em vista que a pesquisa mostra, também, que mais da metade da população já está ciente sobre a realização do plebiscito para a divisão do Pará em mais essas duas fatias.

Se a votação fosse hoje, considerando-se os números do Vox Populi, haveria empate técnico na apuração dos votos válidos (42% “não”; 37% “sim”) sobre retalhar o Estado ou mantê-lo indivisível, de maneira que a maior parcela dos que, teoricamente, são contrários à divisão reside em Belém, representando um universo de 67% dos ouvidos na pesquisa.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, pode-se dizer que um lado e outro precisarão, durante a campanha que vai começar daqui dois meses, correr atrás dos 22% que ainda não têm opinião formada para seduzi-los a votar a favor ou contra a criação de Carajás e Tapajós.

Caso seja fiel às intenções de voto apuradas na pesquisa, a eleição será disputada voto a voto. Ainda assim, mesmo mantidos os percentuais, os números absolutos poderão ser ainda mais favoráveis para a criação de novos estados.

Isso porque Belém sozinha, onde 67% dos 990.201 eleitores são contra a divisão, não seria páreo para enfrentar o que a pesquisa traz como 43% favoráveis entre os possíveis votos totais de Carajás (949.427 eleitores) e de Tapajós (686.446).

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Pará – Dom Eliseu promove festival para celebrar safra recorde de goiaba


Pará – Dom Eliseu promove festival para celebrar safra recorde de goiaba

 

Maior produtor de goiaba da Amazônia, o município de Dom Eliseu, sudeste do estado, celebrará a safra recordista, prevista para alcançar as mil toneladas, no I Festival da Goiaba, dias 25 e 26 de junho. O evento, coordenado pela prefeitura em parceria com o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), acontecerá na rua principal da cidade, Juscelino Kubitschek. Estão sendo esperados mais de 10 mil visitantes. A entrada é franca.
Além de shows noturnos, o Festival terá 16 barracas de produtos de agricultura familiar, onde associações e cooperativas exporão e venderão, a preços módicos, subprodutos da goiaba, como compota, geléia e suco. Os órgãos públicos do setor agrícola e fundiário e empresas privadas do ramo também terão seus estandes: Emater e Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri), por exemplo, apresentarão juntas seus trabalhos, dividindo o mesmo espaço.
“Por meio de convênios assinados entre Emater e MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e o projeto Agrofuturo, em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o escritório local vem executando uma série de ações em prol do desenvolvimento do apl (arranjo produtivo local) da goiaba, que vão do Festival a cursos e oficinas, passando pela realização de um Dia de Campo de goiaba irrigada, que provavelmente acontecerá em setembro”, diz o chefe do escritório local da Emater, o engenheiro agrônomo Oduvaldo Oliveira.
O município tem 52 agricultores familiares de goiaba “de transição agroecológica” (cultivadas sob menos defensivos e adubos químicos, em comparação às quantidades utilizadas no sistema convencional), com 130 hectares plantados. Todos os plantadores são financiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com o intermédio da Emater.
A colheita da goiaba no Pará acontece somente nos meses de maio e junho, por conta do período pós-chuva na região, porque a cultura exige água constante no seu ciclo, principalmente nas fases de floração e frutificação. Desde o começo do ano, porém, a Emater tem instalado unidades demonstrativas (uds) de sistemas de irrigação em propriedades familiares para que a produção seja possível o ano inteiro.
“O objetivo é descentralizar a safra”, diz o técnico agropecuário da Emater Raimundo Salazar. Até porque, segundo Salazar, na entressafra o Pará tem que importar goiaba de Pernambuco.
Beneficiamento – Dentro da programação prévia do Festival, inclui-se a realização de um curso de processamento da goiaba, desde segunda-feira (7) até sexta-feira (11), ministrado por técnicos da Unidade Didático-Agroecológico do Nordeste Paraense (UDB) a 30 pessoas – entre produtores e esposas e filhos de produtores.
A idéia é repassar sugestões culinárias e informações sanitárias para a manipulação da polpa da fruta, como o preparo de compotas e de doce cristalizado, já que os agricultores ainda ignoram a possibilidade de beneficiamento, vendendo somente a fruta in natura, para feiras e indústrias de suco.
A Emater espera que a capacitação e o estímulo social para o beneficiamento, inclusive envolvendo todos os membros das famílias rurais (esposas e filhos), gere mais renda, valorize as mulheres e os jovens das comunidades e demonstre os múltiplos usos dos produtos da fruticultura agroecológica.
Outra promoção do Festival, também, será o I Seminário sobre o Agronegócio da Goiaba, dia 25, quando pesquisadores da Embrapa ministrarão palestras sobre temas estratégicos, como packhouses (casas de recepção de frutas, onde elas podem ser lavadas e armazenadas) e uso de biodefensivos para uma platéia por ora estimada em 200 pessoas.
Para o sociólogo da Emater Alcir Borges, um Festival de tal porte “é um instrumento importantíssimo para dar visibilidade ao produto, aos produtores e ao contexto socioeconômico que o município representa, como um polo produtor de goiaba com capacidade de abastecer o mercado local e se estender para o nacional e internacional. Além disso, é uma oportunidade de incremento de negócios, em que produtores, compradores e consumidores se encontrarão e poderão trocar idéias e fechar contratos”, festeja.
 
 
Aline Miranda – Emater

segunda-feira, 13 de junho de 2011

18º Festival do Abacaxi foi realizado com sucesso e recorde de público

18º Festival do Abacaxi foi realizado com sucesso e recorde de público
Técnicos da EMBRAPA e orgãos do setor realizaram palestras técnicas e visitas as lavouras de abacaxi para explicar em loco as melhores formas de manuseios e defesa vegetal.
Mais uma vez foi sucesso o tradicional evento Festival do Abacaxi. Na 18ª edição da festa, a população foi presenteada com atrações de alto nível e muita alegria. O prefeito do município Alsério Kazimirsk (PSC) fez questão de que o evento fosse direcionado a homenagear todas as pessoas que trabalham na cadeia produtiva do abacaxi. 
Durante as três noites e dias de festa, milhares de pessoas compareceram as atividades. Na sexta-feira a secretaria de agricultura realizou várias palestras sobre as etapas do plantio, cultivo e comercialização da fruta que a principal atividade econômica do município. À noite as igrejas evangélicas tiveram a oportunidade de realizar uma grande programação que teve como atração a cantora gospel Cristtyna Oliveira. A noite foi encerrada com o show do cantor JB Viola e Banda. 
No sábado houve várias competições esportivas. À tarde, produtores de abacaxi, criadores 
Prefeito Alsério e o vice Adélio estiveram presentes durante todo evento. (foto) Eles entregam a premiação as vencedoras do concurso Rainha do Abacaxi.
de gado, produtores de leite, comerciantes, políticos e população em geral realizaram uma grande cavalgada que chamou atenção de toda cidade. A noite foi realizado o tradicional Concurso Rainha do Abacaxi. Uma grande queima de fogos também homenageou os produtores e logo em seguida foi dado início ao principal show da festa, a banda Ravelly, de Belém que mostrou o ritmo paraense que está tocando em todo Brasil. E para amanhecer o dia ainda se apresentou a banda Doce Feitiço, de Conceição do Araguaia. 
No domingo, mais competições esportivas foram realizadas. Destaque para a grande prova de Motocross com participação de pilotos do Pará, Maranhão e Tocantins. À noite após a entrega das premiações que contou com a presença do Deputado Federal Zequinha Marinho, o público ainda dançou o show da banda Véi de Bengala, do Tocantins. A festa foi encerrada com o show de Edivan Viola e Banda. 
Durante e
Milhares de pessoas se concentraram todas as noites diante do palco central onde aconteceram várias apresentações culturais e shows. A banda Ravelly se apresentou no Sábado.
ntrevista o prefeito Alsério da Ametista disse que apesar das economias que é obrigado a fazer, acredita ter realizado uma festa a altura do que povo queria e do que o município pode fazer. “Nós procuramos o equilíbrio de nossa gestão e estamos conseguindo, graças a Deus em primeiro lugar e a nossa equipe que tem feito um bom trabalho, a confiança que a população tem nos dado também tem sido fundamental para continuarmos trabalhando”, explicou Alsério. 
Durante as três noites a produção do evento exibiu um filme/documen-tário mostrando os avanços na atual gestão. O resultado do trabalho emocionou os presentes e de certa forma tranquilizou a população que viu que o município está em boas mãos. “Já não tinha dúvidas, mas agora estou mais confiante em continuar trazendo recursos para Floresta do Araguaia”, disse o Deputado Zequinha Marinho se referindo ao documentário exibido.

do site "A NOTÌCIA" (Redenção)

sábado, 11 de junho de 2011

Paneiro


PANEIRO - O VERSÁTIL CESTO AMAZONICO



PANEIRO - é o cesto amazônico por excelência, feito de talas de guarimã, guarumã ou arumã, eu prefiro chamar de guarimã como é conhecido no baixo amazonas e zona Bragantina do Pará, é confeccionado  em traçado hexagonal, formando "estrelas de Davi" . A palavra paneiro é hibrida, vem do tupy - PANÁ (cesto) com o sufixo português - EIRO que expressa uso, finalidade e profissão (paná + eiro = Paneiro). Muita coisa se faz com o guarimã, além dos tradicionais paneiros, no passado, os caboclos ribeirinhos, embalavam farinha em paneiros que eram forrados com as folhas do guarimã. Carrega-se e guada-se nos paneiros,  de roupas a alimentos, até animais são transportados em paneiros na Amazonia. 


Planta de guarimã


Em Belém, o antigo super mercado Charisma, embalava as compas dos clientes com paneiros forrados com jornais , pense numa embalagem ecológica, mamãe me levava algumas vezes, íamos e voltávamos de taxi. 


Paneiro Embalagem


Hoje algumas empresas de artigos regionais utilizam cestinhos de guarimã, como apelo bem regional e ecológico
Embalagem de guarimã


Até hoje, na feira do Açai em Belém do Pará, o açai que vem das ilhas do Baixo Amazonas e outros rios da região, são comercializados em PANEIROS. 



A peneira feita de guarimã, já tomei muito açai feito nelas. 

NEM SÓ DE TRIGO VIVERÁ O HOMEM,....


NEM SÓ DE TRIGO VIVERÁ O HOMEM,....

....MAS DA MACAXEIRA, DA TAPIOCA, DO PÃO DE QUEIJO, DA FAROFA COM CARNE SECA, ETC....

Há cerca de quatro anos aqui no Brasil, temos presenciado e sentido o aumento dos preços dos alimentos que contém trigo. O trigo tem subido de preço e diferente da soja, milho e arroz, o trigo é essencialmente de regiões de clima temperado e subtropical, não existe trigo tropical, ele não é produzido em regiões equatoriais.

Sabemos que o trigo é alimento universal, é consumido praticamente em todos os países da terra, é bíblico e histórico e faz parte da tríade do mundo europeu antigo – Pão – Azeite – Vinho. Como é um cereal produzido em clima temperado ou subtropical, o Brasil produz pouco trigo, apenas cultivando cerca de 13% do total que consome. Por ser importado, o trigo tem subido muito de preço, não há possibilidade de se expandir o plantio em mais áreas. O tradicional pãozinho do dia-a-dia e o pastel, está mais caro. O que fazer, vai faltar pão ?, sim, pode até faltar pão, mas não vai faltar alimento. Veja o que podemos comer no nosso rico café da manhã: 






ILUSTRAÇÃO:
PÃO DE QUEIJO , CUSCUZ  DE MILHO, CUSCUZ  DE  ARROZ, FAROFA, TAPIOQUINHA C/  MANTEIGA, TAPIOQUINHA COM TUCUMÃ(de Manaus), FARINHA DE TAPIOCA(típica do Pará), MACAXEIRA(aipim, mandioca mansa), BOLO DE MACAXEIRA, PUPUNHA(do Pará), BANANA FRITA, BANANA CHIP E FRITA(vendidas nas ruas de Manaus-AM), BATATA DOCE, BOLO DE BATA DOCE. (alimentos sem trigo)



Diante de todo esse panorama, afirmamos que nenhum país do mundo possui tanta alternativa alimentar para substituir totalmente o trigo como o Brasil, desde a tapioquinha, passando pela mandioca, a farofa de carne, passando pelo pão de queijo, bolinho frito de arroz, cuscuz de arroz e de milho, pamonhas no café, etc.

Nós não precisamos de trigo para viver, mesmo sabendo que a função gastronômica deste cereal, o de ligar(unir) e dar maciez aos alimentos é muito importante, talvez como função gastronômica o trigo faça falta, mas como alimento principal já não faz falta no Brasil.

Nós fazemos várias refeições sem trigo, se comemos uma buchada de bode, o acompanhamento é arroz, farinha de mandioca e feijão, produtos que nós produzimos muito bem. Os apaixonados por “massas”, a pasta italiana, podem se contentar com menos.

A tradição não pode estar acima da sobrevivência humana. Lembro-me do tempo em que o óleo comestível que mais se usava no Brasil era o de caroço de algodão e de amendoim e no sudeste se usava quase que somente banha de porco. Hoje a soja substitui 90 % do óleo de fritura no país. Os tipos de alimentos mudam ao passar dos anos.

Mas algo maravilhoso acontece no Brasil, é que podemos voltar a comer nossa alimentação típica, tornando-a corriqueira – tapioca, canjica, cuscuz de arroz ou milho, macaxeira, pão de queijo (o orgulho de Minas), banana frita, petas, farinha de tapioca, etc., no café da manhã.

O café nós temos, o leite também, o amido de milho, amido de mandioca e o amido de arroz são os substitutos do pão de trigo importado.

Não estamos desprezando o legado culinário do trigo e de toda sua riqueza gastronômica, não é bairrismo de nossa parte, mas apenas expressamos que dá pra se viver sem trigo sim e os restaurantes italianos não vão falir por causa disso. Com o pão ficando mais caro, os nossos produtos da roça voltam a evidencia e isso é bom.

Uma vedete – O pão de queijo mineiríssimo não leva trigo e já há alguns anos, está sendo vendido nos Estados Unidos como uma iguaria exótica de sucesso, assim como aconteceu com as tortillas mexicanas feitas de milho.


Texto de Pedro Paulo Barbosa